O QUE É DE CÉSAR E O QUE É DE DEUS?
Evangelho Mateus 22, 15-21
Os fariseus, com freqüência, buscavam
provocar Jesus para deixá-lo em dificuldade e ver se achavam motivo
para condená-lo. Este evangelho, mostra-nos uma dessas armadilhas
que prepararam contra Jesus: pagar ou não os impostos a César?
Depois de ter visto a moeda, Jesus responde sabiamente: dar a
César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Resta agora
saber: o que é de César e o que é de Deus?
Dentre as diversas interpretações da
resposta de Jesus, podemos destacar dois “ensinamentos”:
1) Obrigação do cristão para com o bem comum; e
2) Restituição a Deus do que lhe pertence.
O
cristão não tem apenas compromisso com sua Igreja, com a religião,
mas também com o Estado. É obrigação moral e civil de todo cristão
contribuir com o bem comum, pagando impostos justos ao Estado para
que este os aplique em favor de toda a sociedade, especialmente para
melhorar a vida dos mais necessitados. Ninguém tem o direito de
sonegar ou roubar os bens do Estado. Em qualquer sociedade, o
seguidor de Cristo deve sempre ser cidadão exemplar. A fé não é algo
que se viva desligado da sociedade, fora das realidades deste mundo.
Fé e política são distintas, mas inseparáveis.
Na segunda parte da resposta, Jesus fala em
restituir a Deus o que é de Deus. Deus criou o ser humano à sua
imagem e semelhança. O ser humano, portanto, pertence a Deus e a
mais ninguém. É propriedade de Deus e não deve se submeter a
senhores déspotas e opressores, que lhe tiram a liberdade e a
dignidade. Ninguém pode dominar, escravizar, oprimir uma pessoa.
Toda pessoa é sagrada, é propriedade especial de Deus.
Tudo é dom e graça de Deus, tudo lhe
pertence; a César cabe a responsabilidade de zelar pela obra de
Deus, principalmente pelo povo, propriedade nobre de Deus. Portanto,
as autoridades e a sociedade como um todo devem se responsabilizar
para que o povo de Deus tenha as condições básicas de vida digna de
filhos e filhas do Pai celeste.
(Transcrito do Semanário
Litúrgico-Catequético – O DOMINGO -, de 16 Out 11, Nr 49 – Padre
Nilo Luza)
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