Ser
agente de pastoral, fazer parte e assumir responsabilidades dentro
de um movimento ou comunidade deve ser algo que nos coloque a
serviço dos irmãos. Ser agente de pastoral não significa ser
donos da Igreja, muito menos da pastoral ou da comunidade que
participamos. Quem trabalha na Igreja tem que estar em
primeiro lugar com o coração em Deus, com uma vida de oração muito
bem fundamentada, porque senão, automaticamente, se deixará levar
pelo mero agir.
Deus não quer apenas a nossa ação. Deus quer o nosso agir precedido
de um profundo amor pela pessoa de Jesus Cristo. É na intimidade com
o Coração de Jesus que a nossa ação, o nosso ministério na Igreja
ganha a dimensão de missão. Fazer por fazer, poderíamos contratar
profissionais que fariam melhor do que nós. O que nos difere
de profissionais para o trabalho pastoral é o amor a Eucaristia, a
consciência de que estamos ali para servir o povo e não para se
servir do povo. Não podemos reduzir a nossa nobre missão
dada por Deus a “meros executivos da fé”.
Precisamos tomar cuidado, todos nós, desde leigos, padres até
bispos, para não virarmos executivos da fé, ou seja, pessoas
que apenas cumprem obrigação, mas que são incapazes de
colocar o coração naquilo que fazem.
Ah!!! O coração??? Como este revela o trabalho pastoral que fazemos
com amor e o trabalho que fazemos para ocupar o nosso vazio interior
. E o interessante é que o nosso coração revela isso sem termos a
consciência de como isso é captado e percebido pelas pessoas da
comunidade. Por isso que Jesus é muito enfático em afirmar que
primeiro devemos curar o nosso coração, contemplar a face de Deus,
termos uma vida de oração para depois começar o nosso trabalho
pastoral-evangelizador.
E a diferença do agir dos agentes de pastorais que amam o Senhor
para os “meros executivos da fé” é a forma como evangelizam.
Quem trabalha por amor é por natureza um evangelizador.
Preocupa-se mais com as pessoas e com a vivência do amor e da
misericórdia do que simplesmente com os ritos e mandamentos
catequéticos ou litúrgicos. Não que estes não sejam importantes, mas
não estão à frente da acolhida, do perdão e da vivência do amor
entre os cristãos. Já os que não têm vida de oração se apegam às
leis, aos rituais que sozinhos são vazios, como os fariseus na época
de Jesus. As atitudes ritualísticas e de indiferenças afastam mais
os fiéis do que aproximam.
Para o evangelizador e para os agentes de pastorais, o fato de serem
pessoas de Deus é mais importante do que a sua ação em si. O seu ser
vai gritar mais alto do que as suas obras, pois as palavras comovem,
mas os testemunhos arrastam.
É hora de todos nós refletirmos sobre o nosso modo de ser e de agir
como agente de pastoral. E se chegarmos à conclusão de que algo
precisa ser transformado, convertido e curado, não tenhamos medo de
nos aproximar da misericórdia de Jesus, pois é Nele que encontramos
sentido para a nossa missão eclesial.
Feliz é você que foi chamado por Deus para ser presença viva do amor
do Coração de Jesus no meio da nossa comunidade. Parabéns pelo seu
chamado... Deus te ama e conta com você, mas com um coração
renovado!!!
Prof. Dieikson de Carvalho
Fonte:
http://www.paroquiasantanadelavras.com.br
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